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SÉRIE: IN THE FLESH





Criador: Dominic Mitchell
Elenco: Luke Newberry, Emily Bevan, Harriet Cains, Emmett J Scanlan, Wunmi Mosaku, Steven Cooper e Marie Critchley.
Ano: 17 de março de 2013
Gênero: Sobrenatural, Drama e Horror
Temporadas: 2
IMDb: 8,1

Xuxu beleza, galera? Meu nome é Neto Araújo, e graças ao meu bom Darth Vader, eu voltei para mais uma “fucking” resenha de uma série. Saudade de “ôces” todos! Não se desesperem, porque eu voltarei a ativa novamente. As coisas tão meio desajustadas em minha agendinha do Batman, mas eu prometo ajeitar isso o mais rápido possível. Então, hoje eu gostaria de contar a vocês uma minissérie incrível que eu encontrei um dia desses na net e desfrutei cada segundo de seu enredo e suas tramas tão emocionantes. Eu não sei vocês, mas ela meio que revolucionou a ideia que eu tenho sobre determinado tipo de filme que eu adoro e trouxe uma narrativa melancólica, no bom sentido, e bem dinâmica. Agora, sem mais delongas, eu estou falando de nada mais nada menos do que “In The Flesh”, ou, como sua tradução literal nos fala, “Na Carne”. E como em toda resenha eu apresento o lindo elenco das nossas obras primas, não vai ser diferente nessa postagem.

A nossa história conta em seu elenco com a atuação espetacular de Luke Newberry (A Lenda de Hércules) como o nosso emotivo zumbi, Kieren Walker. Emily Bevan (No Strings) como a nossa libertadora, corajosa e zumbificada, Amy Dyer. Harriet Cains (Sweet Maddie Stone) como a nossa perturbada e “caçadora”, Jemima Walker. Emmett J. Scanlan (Guardiões da Galáxia) como o misterioso, missionário e observador, Simon Monroe. Wunmi Mosaku (Black Mirror) como a ambiciosa, calculista e hater de carteirinha, Maxine Martin. E por último, mas não menos importante, Steve Cooper e Marie Critchley como os pais super protetores de Kieren e Jemima, Steve e Sue Walker. Depois dessa breve apresentação desse elenco de peso, vamos ao que vocês estavam ansiosamente esperando.

In The Flash é ambientada em um mundo pós-apocalíptico após pessoas ressuscitarem como zumbis. Depois dos mortos se levantarem, as pessoas decidiram agir para sobreviverem, fato ao qual é chamado de “Ascensão”, ou como eles chamam na série, “The Rising”. Essa luta física por partes dos moradores ajudou a combater e a deter o aumento do número de morte pelos ataques. Porém, em outro lugar estava havendo uma luta química em busca de uma cura. Essa cura acabou sendo alcançada e chegou aos nossos tão amados zumbis. Após um tempo tratando essas pessoas que misteriosamente voltaram a vida, os zumbis acabaram ganhando um nome para essa “doença” que os afetou e os transformavam em sua forma de “hidrofóbicos”, que é quando eles estão agressivos e desejam carne incessantemente. Conhecidos agora como portadores da Síndrome do Falecimento Parcial, os zumbis tratados adquirem um kit com uma maquiagem e lentes de contato, semelhantes a cor de sua pele e de seus olhos, e injeções diárias de um medicamento para que se parecessem normais e iguais as outras pessoas. E assim começa a aventura de Kieren Walker. Garoto franzino da pequena cidade de Roarton, ele terá um grande desafio pela frente. 


Kieren encontra seus pais pela primeira vez após sua morte, que não vou contar como foi, e precisará encarar eles agora como um humano portador de SFP. Morador de Roarton, ele terá dificuldades ao saber que seus pais esconderam que sua cidade possui uma força voluntária de humanos que lutam contra zumbis em seu estado hidrofóbico e pessoas que guardam um ódio por portadores de SFP. No entanto, o que ele também não sabe é que sua irmã, Jemima, também participou e participa da tal força da cidade, o que a faz ter raiva dos seus pais ao saberem que iriam buscar seu irmão após seu tratamento. 

Zumbis tratados possuem lembranças fragmentadas de seu estado hidrofóbico, o que torna sua existência dolorosa, mesmo que alguns defendam que comiam carne e cérebro para sobreviverem. Kieren se culpa pela morte da garota que matou com sua parceira zumbi, devido ao que essa morte acaba envolvendo. No entanto, nessa existência pesada, o nosso protagonista conhece a divertida zumbi, Amy Dyer, que além de defender que não deveriam ser chamados de zumbi e sim mortos-vivos, ela vive sua vida sem a maquiagem e as lentes dada pelo pessoal responsável pelo tratamento, apenas se beneficiando das injeções do medicamento, que era a única parte essencialmente importante. Ela se torna a melhor amiga de Kieren e os dois criam uma conexão bem explorada e bonita na minissérie. Você percebe que apesar de algumas diferenças entre os dois, como a não aceitação de Kieren pelas ideologias do Profeta Morto-Vivo, que é um cara que defende a existência dos zumbis, por ser um deles, e que também distribui um tipo de droga chamada “Esquecimento Azul” que transforma os zumbis novamente em sua forma hidrofóbica durante algum tempo, dependente de sua quantidade inalada, os dois também compartilham de opiniões que envolvem sua espécie. Kieren e Amy acabam sendo partes importantes na história central da série.

A primeira temporada conta com apenas três episódios, por ser uma minissérie, e a segunda conta com seis episódios. Nessa segunda parte de nossa história, conhecemos o misterioso, Simon Monroe. Um cara que a princípio você julga como sendo o antagonista da segunda temporada até você conhecer Maxine Martin, uma mulher de pulso firme que demonstra um ódio exagerado pelos nossos zumbis queridos. Eles dois prometem balançar as tramas dos nossos dois protagonistas nessa segunda parte dessa minissérie que vem para resolver alguns segredos e deixar outros inacabados, já que, por algum motivo, que para mim não vai ser convincente, não lançaram uma terceira temporada, o que é o fato ruim da minissérie. 


A história possui um enredo fortíssimo e bem simples, o que é bom já que não deixaram brecha para inventarem nada surpreendentemente tosco e que não ligasse com as tramas. Os personagens são de um carisma impressionante, indo de pessoas melancólicas e solitárias até pessoas fortes, alegres e firmes, e todos eles são explorados de uma forma tão sutil, mas que você consegue nutrir-se de cada um deles satisfatoriamente. E bem, essa inovação que decidiram ter de não criar um The Walking Dead versão dois ponto zero e sim algo mais humano, em querer encontrar uma cura e entregar novamente essa humanidade perdida para os zumbis, é algo que me fascinou do início ao fim. E gente, o mundo tá cheio de filmes de zumbis devorando pessoas a cada cinco minutos, eu não queria mais uma produção assim, e o fato deles nos mostrar como seria a visão de um portador de SFP em relação a atacar sua vítima, devora-la e após se curar, lidar com o sofrimento de ter matado uma pessoa ou até mais. Eu também adorei o fato deles lidarem com a questão do preconceito dessa forma, ao fato de pessoas não aceitarem zumbis tratados pela questão de antes terem sido canibais que matariam sua família sem qualquer remorso. Porém, algumas pessoas também entendem que esse estado de frenesi e fome incessante se deve a questão deles não poderem controlar o que estava acontecendo com seus corpos, com suas emoções e suas vontades, então é algo que é perdoável, e nisso entramos em outra questão. Perdão. Se as pessoas, algumas mesmo após perderem parentes para pacientes com SFP, conseguiram perdoar os zumbis, por que é tão difícil conviver com pessoas diferentes de nós? E nisso “In The Flesh” termina seu percurso com uma grande e admirável questão.

Desculpem gente por ter passado tanto tempo sem postar nada no blog, mas eu juro que eu vou voltar com tudo dessa vez. Então, sem mais delongas, eu agradeço por ter lido até aqui. Fique com essa minissérie que tanto me conquistou e que traz um drama, uma ficção, amores LGBT’s, amores não LGBT’s, aceitação e tramas fantásticas, que é “In The Flesh”. Fico feliz por estar aqui mais uma vez e até a próxima. O Sr. Darth Vader diz tchau. 

TRAILER: 

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